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Milímetro

Largo tudo, se você me prometer
se agarrar em mim.



A gente pode se casar de novo. De brincadeirinha como quando tínhamos seis anos, e brincar de estar brincando aos sessenta. A gente pode se casar aos dezesseis. Aos vinte e seis, de seis em seis, das seis as seis. Na Grécia, em Paris, na Praia, na catedral, na Av. Paulista, na casinha da árvore. E eu quero te procurar na chuva, te procurar no tapete, vestir suas camisetas, e bagunçar seus discos, me irritar com você, e fugir. E fugirmos juntos. Brigar pelo controle, pela parede da sala, pela sobremesa, e perdermos o controle juntos no sofá. E te olhar da janela enquanto você rega o jardim, e te olhar quando você não fizer nada, e beijar seus ombros. E morder suas costas, e te dar a mão, a boca, o peito, os olhos, e não te dar nada. E não pedir nada, e sermos tudo, sermos um, sermos todos, sermos loucos, sermos nós.

Ouvir sobre seu dia, e chorar pelo meu, e te contar sobre aula, e sobre minhas paranoias. Criticar seu filme favorito, e não poder ver o meu, odiar suas caras, amar suas bocas, comprar discos que não serão ouvidos. Sermos ouvidos, e cheiros e tatos. Rir dos seus retratos, e te mostrar os meus, e sentir saudades durante o almoço, mas te deixar tirar um cochilo, ouvir a narração do seu torneio favorito que disputa final no dia seguinte, ouvir triste suas desculpas, e te pedir desculpas tristes. E ficar feliz quando você entende. E odiar suas meias, amar seus meios, sentir frio quando você não me oferecer seu moletom, e sentir calor quando você não pedir para tirá-lo. Ficar te olhando enquanto você pinta um quadro, dizer que é uma arte fazendo outra, que adoro seus olhos, suas sardas, suas coxas.

Odiar os seus vícios, e ficar feliz por suportar os meus. Ficar escrevendo até você voltar, ficar escrevendo sobre você chegar. Escrever nosso aconchego. E te dar mais perfumes do que você usa, e decorar todos eles. Ler Freud durante o piquenique, e ler Lispector, e ler suas cores, e suas curvas. E me arrepender pelos meus surtos, e me alegrar quando você entende. Ouvir sua voz pela manhã, e seu silêncio pela noite, ler suas cartas no seu timbre, e me assustar com seu silêncio. E adorar suas manias, e ajeitar suas manhas, te falar sobre a novela, e sobre um casal 'que era novelo'. E te abraçar quando estiver cansado, e te aguentar quando estiver triste. E te pedir pra ir embora, e ficar te esperando voltar. 

Cantar no seu ouvido, e te abraçar no campo. Combinar os nossos signos, e descombinar nossos pijamas. Contornar as linhas das suas tatuagens com as pontas dos dedos. Guardar seu nome na ponta da língua. E ter ciúme de você, e me preocupar com seus atrasos, e festejar suas vitórias. E te dar todos os motivos pra ir embora, e te ver ficando. E ficar com você, ficar com você no lado mais alto da montanha vendo o pôr-do-sol e te cantar Cazuza. E ouvir as músicas que eu amo, e também as que eu odeio. Entrar no carro e ligar na minha rádio favorita. E apostar todas as fichas, e me perder pra você. 

Desarrumar suas coleções, e suas luvas, ajeitar nossos caminhos, te escrever um texto, te escrever uma música. E te dedicar uma música brega num karaokê barato, e te cantar here comes the sun, até chegar a lua. Ler seus livros favoritos, decorar um poema, te usar de travesseiro, te amar atravessado. E te falar sobre amor, sobre câncer, sobre cura, e te ajeitar na mala pra marcar com tachinhas meu mapa-múndi, e viajar em você. Quero te acampar no meu jardim, numa segunda-feira, e te falar sobre ser, sobre céu, sobre estrelas, e te contar pra elas. Quero te dar um anel, te dar saturno. E esperar por 29 dias, enquanto você não volta, e te amar por vinte e nove anos, por trinta vidas.

E te encontrar pra um café, e não reclamar quando você pedir sorvete. E te mostrar minha lista de sonhos, assim numa quarta feira de sol, e não querer que você me ajude a riscá-la, mas que escreva ainda mais. Quero te amar ao meio dia, e pela tarde, e em marte. Quero escrever nossos nomes numa parede da cidade, que é pra todo mundo ver que eu te amei, pra nossa história esbarrar em outras, quero tropeçar em você, e não me levantar nunca mais. Quero escrever um texto feito esse feito pela gente, feito gente. E organizar sua gaveta, e bagunçar sua cama. E te ouvir bravo por não entender meu medo, e choramingar pra te dizer um não, porque poucas pessoas conseguem te dizer não.

Quero te encontrar quinhentas vezes e me perder em todas elas. Quero sentir medo de amar, e te amar mesmo assim, te contar o incontável, e ficar, mesmo quando ir parecer mais fácil. E ir ficando. Mesmo você esperando que eu vá qualquer dia, mesmo eu sabendo que posso ir, quero escolher ficar, porque a vontade de morar no mundo é grande, mas a de morar em você é ainda maior. Quero te contar que é amor o nó em nossa volta, na minha volta, e rir por você não acreditar, mas é. Era desde o primeiro oi que você me disse. E escrever três futuros diferentes, amando desmedidamente cada milímetro seu. E te amar as pressas. E te amar as prosas. Derramar o chá, reamar. E te odiar todos os dias, te amando sempre um pouco mais.


[Escrito em um pedaço de folha qualquer arrancada de uma agenda velha, após uma conversa sobre os velhos tempos. Encontrei a folha perdida, mas me perdi fora da gaveta]

@tainazona_

2x1

                                                                                                                                                           Para alguém que amei às prosas,
                                                                                                                       que  amei às pressas.


Tenho me cansado muito, você sabe, se tem uma coisa que me parece imutável, é essa minha mania de abrigar na rotina mais dias que de fato possuo. Além dos pequenos post-its ainda pregados no armário, que me dizem o que fazer, e que horas dormir. Sempre existe um espaço entre uma coisa e outra, que não exige bilhete de anotação, ou qualquer despertador no telefone. É nessa hora (e também em meio as outras) que penso em você.

Você sabe, tenho me cansado muito. Mas se tem uma coisa que não muda, é essa minha mania de pensar em você. E em seguida penso, num chão bem grande e bem largo, que é pra você poder espalhar seus livros, e bagunçar o tapete. Colocar na vitrola velha, um cd antigo do Cazuza. E ficarmos ali, os dois. Você ainda gosta de Cazuza, não é? Era ouvindo as canções dele, que a gente costumava sermos nós. Sermos nós, você lembra? Era ao som de Cazuza, que a gente se juntava àquela colcha de retalhos feita à mão. E remendava nosso não-amor feito à pé. Feito à língua. Feito à dedos. Feito às coxas. Feito à braços, e abraços. Aos trancos e barrancos. E em dias de chuvas. Dias de muita chuva. E ficávamos ali, ensopados de nós mesmos. Era Cazuza que a gente ouvia em dias de sol. E quando fazia muito calor, ficávamos ali despindo nossas roupas, e vestindo o sentimento um do outro.

Não sei se você se lembra, talvez o tempo, o cansaço, o ócio, a rotina e o resto, tenha lhe apagado as lembranças, você com uma memória tão boa, possa ter esquecido. E isso sempre foi o diferente entre nós, nunca soube bem das datas, dos dias, das horas, e minha memória ruim, entre um chá e outro só faz lembrar. Era ali naquele espaço dois por dois, que costumávamos sermos um. E, que agora sendo eu só, tendo a ser dois. Tendo a ser nós. Que não atam nem desatam. Era ali, ao som de Cazuza, que você me contava o incontável, e nosso silêncio calava os ruídos lá de fora. Quando acabava a música, a gente mapeava o depois do nosso agora. E de repente o noticiário da tv, não dizia nada, era ali, naquele espaço dois por dois, cabendo um, que o mundo girava.

Penso muito em você, talvez eu pense mais depois da seis, do que pela manhã, talvez eu pense das seis as seis. E no inverno. E embora faça frio, são pensamentos que porque não esqueço aquecem, e é sua veste que me faz companhia. Fico ali, me aninhando ao nosso tapete, que era tão minúsculo para nossas histórias, e que agora abriga uma saudade inteira. E ficamos ali, eu e ela. Sendo mais ela, do que eu. E quem eu era, mesmo?

Talvez você também não saiba responder, por falta de tempo. Pelo cansaço. Pelo cheiro das nossas rotinas fatigantes. Você não saiba responder. Talvez a linha que divide nossos atuais hemisférios, tenha deletado de você, pouco mais do que sua língua nativa. E tenha trazido pra mim, uma saudade do tamanho de nós dois. Você sabe, as coisas sempre pendem para o sul. Mas se por acaso, por descuido de memória, saiba, e mesmo assim não queira responder, eu entendo. E vou te entender e atender sempre que quiser me ligar, mesmo que não saiba com quem se fala. Eu vou te dizer, o que mesmo nunca tendo dito antes, eu te disse sempre.

E que no fim do dia, dessa minha rotina fatigada, é sobre seu peito de poesias cansadas, que quero descansar minhas retinas, e todo o resto.

[ Escrito numa quinta-feira, sem chuva. E sem sol. Sobre o tapete, e sob os ruídos lá de fora. Aconselho a ouvir o som baixinho, ao pé do ouvido e das letras.]

Espero que gostem do texto, e também das novidades que venho preparando que em breve divulgarei aqui na fan page, e se gostar continue em casa, curtindo a page, beijos

Sempre o ontem de amanhã

                                                   * Que não exista pressa,
                     pra chegar ao fim






Hoje não tem seus pertences espalhados pelo meu quarto, nem seus pés desritmados bagunçando meu tapete sempre que o pisa. Nem seus passos, aveludados pelas meias escuras, tão firmes, e seguros que sempre se apressavam em minha direção, implorando secretamente por um não-desvio.Hoje não tem você esparramado pelo meu chão, e estrelando o meu teto. Não tem sua camisa velha do Oasis, cheirando cigarro e suor, jogada em qualquer canto. Vou poder me jogar no banco do carro, e observar o verde desbotando pelo caminho de volta pra casa. Vou poder assistir um romance babaca, e sonhar boba, sem me preocupar com o desespero que  seus filmes sangrentos me trazem.

Não tem sua voz calma e cheia de graves, me pedindo pra dizer qualquer coisa e cantando minhas músicas favoritas, só pra eu não dizer pela milésima vez que odeio minha voz. Não tem seus lábios rígidos, e estreitos, e firmes, e suaves que sempre encontravam os meus quando a gente se perdia. Não tem sua música calma, de notas finas se confundindo com meu silêncio bravo. Nem seus olhos serenos me pedindo no meio da rua pra que a gente perdesse a pressa, a calma, e o juízo, porque pensar demais enlouquece. Não tem seus olhos arregalados, em pleno susto, me pedindo pra gente se doar, pra gente se amar, porque viver é amar dobrado. É nos amar. E nosso amor.

Não tem a alegria que você agarrava com unhas e dentes, como se fosse uma corda, e você estivesse à um passo do abismo. E não olha para o que tem abaixo. Não tem sua voz cautelosa e quente na madrugada fria, me dizendo pra parar de chorar porque ia ficar tudo bem. Vai ficar, você dizia.
Não tem seus olhos brilhantes, e suas mãos na frequência onde rigidez e suavidade se separam, me segurando firme e nos juntando. Me dizendo com sua certeza, que a certeza que nós tínhamos é que era incerto. E que errar sempre, errar quinhentas vezes, era a melhor parte do plano que não traçamos. E que a paz era mérito de quem muito errou, era o preço por ter errado,  e que acertar era a passagem pra ela.

 Então você sorria e me dizia pra continuar errando, porque 'sabe-se lá se sua alma ventania, vai se acostumar com os ventos quase nulos da janela pacífica'.  Você estava certo. Eu estou certa agora. E em paz também, e isso me assusta.  Eu sempre precisei de alguém com ventos tão fortes a ponto de bagunçar minha casa, e bagunçar minha vida. Você foi o melhor bagunceiro de todos os tempos, desajustou tudo por onde passou. Desajustou cada centímetro de uma maneira que só você pode voltar pra colocar fora  do lugar. Ficou tudo tão arrumado por aqui.

Existe um espaço triste entre a poltrona e o sofá. Não tem seu disco do Cazuza que me fazia sentir uma paz perturbada, dessas que só quem ama muito sente. Não tem sua mão forte me empurrando sempre pra frente, porque é lá que vivem os sonhos. Seu sorriso todo escancarado, fazendo perfil de bom moço e a bravura de um tigre que sempre tem o que quer. E me fazia perder o fôlego, e a vontade de ir à luta. Eu nunca tive tudo o quis, mas o que eu precisava, esteve ali o tempo todo.

Hoje vou tomar café sozinha, e vou poder chorar baixinho enquanto te sinto distante. Você nunca entendeu esse meu gosto pra café e lágrimas. Um pouco introspectivo demais pra momentos como esses. Apesar de você ter se doado um pouco mais do que todos aqueles que se doaram muito. E ter ido mais longe, do que todos que chegaram em seus limites. Você conduziu bem nossa dança, apesar da falta de ritmo. O melhor passo a gente guarda pra usar sozinho. All right.

Você tem todo o direito de exibir suas notas, e se fazer notar. Exibir suas garras e seus dentes ao mundo inteiro. Se puder grite um pouco  por mim. Você conseguiu, apesar de errar muito, e continuar errando. Você acerta sem saber. Eu é que estou errada quando paro, escondo os dentes, e arranco as garras, só pra bisbilhotar um pouco pra dentro e sentir muito. Meu acerto foi errante.

 Ficam ausente também seus lábios me calando sempre que eu falava sobre o tal nó que dava a alma, e chamava de amor. Porque era. Era amor em todas as vezes, até as que eu não disse. Apesar de te querer me bagunçando novamente, não quero que me veja agora. Preciso me arrumar antes, não é como pôr a casa em ordem, é só desfazer os retalhos que fiz da gente, pra me aquecer quando houvesse frio. E tem doído tanto. Conquistei uma paz inquieta e triste.

Estar em paz assusta. Eu bem que gostaria de continuar vivendo assim. Queria muito. Mas não sei se posso, e se por acaso puder, deixo de querer. Existe paz por tanto canto, que a casa (como eu) ficou vazia.

Alguma coisa deu voz de ordem, e eu comecei a funcionar direito, e você dizia sempre que o avesso é que era meu lado certo. Eu não sei te explicar, e não quero me arrumar mais. Não deve ter cura pra isso, nem toda psicanálise do mundo. Se eu começo a gostar muito de alguém, automaticamente eu paro de tentar gostar de mim.  É por isso que eu fujo, que apronto sempre um plano de fuga rápido e excepcional. Visto minha melhor armadura pra impedir sua entrada de qualquer jeito. É doloroso explicar que sentia saudades mesmo quando você estava à minha frente. Ter que sentir raiva, ciumes, e afogar meu amor-próprio dentro de mim, só pra que você caiba com toda sua imensidão. Eu sentia um amor que era  trinta vezes a minha altura. Eu sinto do tamanho de uma altura que eu não tenho, então começo a enlouquecer. 

Eu não tenho forças e nem estruturas pra te bloquear quando você chega. Nem pra implodir a explosão que sinto quando você toca minha pele, me abraça forte, e beija minha alma. E não tenho forças pra repelir o medo que isso me causa. Talvez um dia, uma segunda-feira qualquer eu consiga te explicar. E te amar sem me agredir.Você que sempre me viu como uma pessoa velha para os dezesseis, ia se assustar se pudesse me ver agora. Tão em ordem, tão pequena, e tão frágil. Sobrou só eu, e o cuidado que devo ter para não me quebrar (mais). Hoje não tem você me dizendo com todas as letras pra eu me amar mais, pra que eu transbordasse o copo de amor diário que você me dava. Hoje não tem você esparramado e bagunçado por todo canto, nem o abrigo do seu peito, pra quando o meu estivesse triste. Como está.

Eu devia pedir desculpas pela minha mania de querer mudar tudo por mim, quando algo muda por si só. Por estar sempre presa lá atrás, enquanto você se fazia presente na minha frente. Devia me perdoar por essa mania louca e exagerada de te abraçar e me engolir. Por ter querido me amassar pra me encher de você, por depois ter querido te expulsar só por  sentir medo de estar me acostumando a estar sempre cheia de você. Por gostar de gostar de você. Me desculpa pela pressa que eu tinha de viver tudo, mesmo quando ainda eram nossos primeiros dias. Por ter me medido em pequenas doses na hora de me entregar, mesmo querendo ter uma overdose. Por essa minha mania de gritar com você, quando eu queria gritar comigo.

Por ter querido tanto, e ter demonstrado pouco. Por ter me abandonado, mesmo sabendo que você me precisava. Por ter querido ficar bonita e cheia, e só ter conseguido solidão e riscos. Por ser sempre tão pesada em gestos, quando queria ser sempre leve. Por ter te alimentado tanto, e me matar de fome. E querer me alimentar só de você. De te querer tanto, de um jeito tão intenso, a ponto de te querer longe. Eu só queria o amor. De um jeito tão intenso, que o expulsa o tempo todo.
No fundo eu queria me desculpar por ser quem sou. Mas continuo sendo. E estou cansada de ouvir me dizerem é assim que se faz, assim que se diz, assim que se sente, assim que se ama. De ouvir que tenho que amar, me amando antes. Amar não é um prato enlatado. Vou me esconder  no espaço infinito que existe entre a poltrona e o sofá. E pedir pra paz ir embora. Vou pensar na saudade, e na vontade de ser de alguém, e ser descaradamente. Despir a armadura, e ficar a mercê de um amor inteiro. Amor próprio, é o que eu sinto quando gosto de ser de alguém. Porque só tem graça ser pra alguém. E alguém ser de volta.

Quero olhar pra dentro e sentir muito, sentir tanto, até que eu não sinta mais. Lembra todas as vezes que você disse que iria ficar tudo bem? Você estava falando sério né? Vai ficar a saudade e a não- bagunça também. Mas uma hora eu me ajeito, me desajeito. Porque eu tive que me encolher toda pra você caber em mim também. Uma hora alguém arruma um ferro bem quente, e me passa pelo avesso. Agora me alimento da saudade e do espaço. E o que sobrou em cada parte de mim, que se fez de você, tem sempre a sua voz me dizendo que vai ter amor, vai ter sorte, vai ter riso. E que o hoje é sempre o ontem de amanhã.

Hoje não tem você, e hoje não tem luar. Não tem nem a sua mania de querer cantar "o teatro dos vampiros" e errar sempre na mesma parte. "E vi capoeira se escondendo pelos cantos", e eu te corrigia "É, fica a poeira se escondendo pelos cantos". E ficou mesmo. Não tem você, mas estou toda coberta da poeira que ficou nos cantos. Em todos os cantos. E vou me sentir assim por muito mais do que por muito tempo.


PS: Se acharem muito longo, desculpa. É difícil encurtar as palavras, quando alguém se expande sempre. Espero que gostem, ainda assim. Beijo.

Eu hoje acordei..




"Pudesse abrir a cabeça, tirar tudo para fora, arrumar direitinho 
como quem arruma uma gaveta. " (C.F.A)



Eu hoje acordei com o cabelo desgrenhado como todos os dias, o lençol escapando da cama, o pijama
largo e frio, e o travesseiro também tão afastado de mim. Eu hoje acordei vendo o quarto bagunçado como todos os dias, a gaveta fora de ordem e os livros espalhados pelo chão. Olhei pro lado não vi nada além da bagunça, olhei pra mim, me vi bagunçada. Escrevi tantas frases num papel que por ventura sentido não fizeram. Tentei ligar as palavras que não me ligam, tentei escrever o que não me descreveu. Agora eu sou assim, durmo fantasiada, e acordo despida de mim. To colecionando textos cheios de vazio, e o vazio que ficou no retrato também.

Olhei no espelho e vi as mesmas marcas sob os olhos, olhei ao chão e senti minha lombar explodir em dor. Minha janela ainda precisa de concerto, não encontro minhas chaves, e as paredes precisam de cor. Voltei a olhar pra mim e a bagunça aumentou, a mente bagunçada, o coração bagunçado, os nervos atrofiados, e a vida foragida. Três copos no criado-mudo e min'alma de sede está preenchida. No espelho há marcas de batom borrado e vermelho, e do outro lado uma mente deturpada de vagos conselhos. É pensamento que foge quando deveria ficar, é pensamento que fica quando deveria fugir.

Adiante vejo a vitrola, esquecida num canto porque há muito seu som não funciona e o disco toca baixo, mal consegue alcançar o quarto volume sem travar a música. Do outro lado um coração - também esquecido num canto qualquer- porque há muito não bate bem, se cansa rápido, também não alcança muito sem travar. E trava sempre. Talvez essa coisa de batimento descompassado enjoou de tanto ser rotina. Agora descompasso virou nó.

Tem tanta coisa acumulada na casa e no corpo, no cômodo e na mente, nas caixas e coração. Papéis sem importância, laços esquecidos, amizades vencidas, contas com o destino, bilhetes de cinema, histórias mal contadas, verdades que não aconteceram, tanto evento que já passou,e  gente que seguiu o mesmo rumo, cartas não entregue, palavras não ditas... Acumulei coisa demais na casa, na mente, no coração e nas caixas.  Preciso me livrar. Não tenho espaço pra mais nada, não tenho mais espaço para mim. Tá tudo uma bagunça, sem mais e sem fim.

Eu queria falar, que apesar de tudo parecer um grande nada, ainda me lembro do que deixei. Logo arranjo um jeito de arranjar as coisas e digo que me arranjei.

[...] Eu hoje acordei tão só, tão vazia, tão fria, sendo só bagunça e cansaço, olhei para mim, querendo olhar somente para os lados. Eu hoje acordei, e vi o (des)caso [...] Eu só queria falar, que eu hoje acordei.

crônica por um qualquer.



"A gente tranca as gavetas,
mas não pode trancar o coração"

           

Ela lhe cuspiria palavras se pudesse, lhe diria as verdades e todos os demais poemas trancafiados. Mas não pode. Não pode porque como ela tanto pregava, o tempo passou. Agora as coisas não mais se encaixam, e foi apenas isso o que restou. Muito a dizer, mas não dá pra voltar atrás, muito a entender , e esse muito agora tanto faz. Todos os dias um turbilhão de pensamentos desconexos lhe invade, todos os dias uma náusea lhe aperta o peito, e esmaga a felicidade. Ela tem mesmo que se libertar, cuspir tudo o que não foi dito. Mas você teria coragem de ler tudo o que por ela foi escrito? Acho que não. Acho mesmo que nunca. Com isso ela vai levando, se arrastando, quem sabe ela encontre um porto, quem sabe ela por fim se encontre. Essas dores a consomem agora, lhe consomem tanto quanto o tempo que te levou embora. As frases não se encaixam, e isso mais parece uma velha crônica contada por um qualquer. Mas que seja as crônicas, que seja o que vier. Só um turbilhão de frases desconexas, que não fazem um sentido qualquer. Mas saiba, que ela sente muito, sente tanto que dói fisicamente. Sente com tudo, com a alma, com o coração, com a mente! Ela cuspiria palavras nesse espaço por fazer, ela escreveria a alma se soubesse que você iria ler. Te falta coragem. Te falta tudo. Mas esse texto como tantos outros desconexos, terminará trancafiado numa gaveta esquecida. Ela terminará trancada, trancada em si, trancada em sua própria vida. 


Amados, eu estou com um problema séeeeerio com o layout do meu blog, porque se vocês viram, não aparece a barra pra seguir meu blog, se alguém puder me ajudar,  ou quiser saber mais sobre o ocorrido e me ajudar com esse baita problemão, aqui vai o meu e-mail taina.oliveiraa@hotmail.com! Beijos.

outra vez você.

" E é sem querer, você não
 sai da minha cabeça mais"

Há exatamente uma hora estou eu aqui pensando no que te dizer, há interruptamente  três semanas sonho contigo mesmo sem querer. Não sei quando isso começou, mas quando percebi foi tarde. E agora, agora tudo que eu penso é você, tudo é seu nome que em meu pensamento invade. Foi casual, momentâneo, sem propósito, sem sentido, um jogo de olhares e dei meu coração por vencido. É verdade que já simpatizei contigo tempos atrás, mas agora é diferente, é mais forte, mais firme, mais voraz. Vejo em você algo que jamais vi em outro alguém, em você tem algo que me faz ir além. Porque você é tão bom, tão lindo e tão real, você é simplesmente perfeito assim, ponto final. Não me interessa o que vem depois, nem o que já veio, quero apenas que venha você, sem dúvidas ou anseio. Quero apenas que possa ver em meus olhos a verdade que não falo, quero apenas que leia minha mente pra se encontrar a todo tempo. Transformei min'alma em palavras, pra apenas dizer o que sinto, quero que leia esse texto e saiba que é pra você, quero apenas que me leve ao infinito...

a incerteza do amanhã.


"As vezes peco na vontade de sentimentos
 que eu ainda não senti"

   

O que mais me sufoca é olhar pra trás e ver tudo sendo quebrado, o que mais me sufoca é sentir que todos os meus sonhos foram roubados. Havia sim uma esperança de que desse certo, havia sim uma vontade de mergulhar naquilo que era incerto. Matamos os sonhos, o amor, o respeito, e a esperança. Dias tristonhos,dor, um leito, agimos como crianças. Hoje vivo com a saudade que me resta, esperando uma brecha da nostalgia que me abraça e meu peito sofre essa desgraça. Pior do que a saudade em si, é sentir saudade do que nunca aconteceu, daquilo que não surgiu porém morreu. O que tinha que ser e não era, do que era mas não podia ser. Agora a solidão que impera, todo o meu ser. Será sempre assim, será que nunca tem fim? Eu me pergunto o porquê disso tudo a todo momento, o porque desse turbilhão, desse tormento. Sei que no final tudo dá certo.O único problema é que o final demora muito. Já que o futuro é tão incerto. 



P.S: desculpe todo esse tempo sem postar, é que meu pc não queria logar aqui, e eu entrei em desespero de verdade, parece que o mundo conspira contra meu blog nos ultimos meses, mas eu não vou desistir de me expressar, aa, isso nunca. Um enorme beeeijo a todos vocês. 




Nitidamente amor.





" Devora-me com teus olhos de quem devora mar,
fique aqui, e deixe-me te amar!"


Procuro palavras certas pra dizer o que sinto, palavras certas, um sentimento incerto, e meu peito vira abismo. Diga-me o que quer de mim, diga-me o que quero eu de você, vou contigo até o fim, basta você querer. Queria tanto que soubesse que em minha mente estou a sonhar, em como puderas ser meu, em minha mente estou a imaginar tudo aquilo que não aconteceu. Me olhe com seus olhos verdes esmeralda, coloque-me em guerra, pegue sua espada, brinque de ser rei, que em meu coração impera. Domine-me como quem domina o mar, convide-me para nadar em seus olhos, que como em uma piscina verde, quero eu me jogar.
Diga que me ame, diga que me quer, deixe-me ser tua, até que eu seja mulher, pegue minha mão e venha andar na lua, dê-me seu coração, pronto sou tua. Me afogue em teu abraço, e me inunde em seu beijo, mostre me o mundo, o SEU mundo, o qual não vejo. Resumindo em meras palavras, clichês talvez ; Eu te amo e isso basta, amo-te com toda nitidez. 



fogo mesmo é brincar de amar.

"A brincadeira mais simples, esconde consequências
não tão simples assim"
como areia escorrendo entre os dedos, escorreu-te de mim, por conta do meu medo. Tinha medo de amar, tinha medo de sentir, tinha medo de me entregar, e depois você partir. Somente a fim de brincar eu procurei seus carinhos, de repente estava presa a isso, aconchegada como pássaro no ninho. Brincar de amar é perigoso, você nunca sabe pra que lado vai cair, brincar de amar é perigoso, o iludido pode uma hora iludir. Não escutei conselhos, e  ficou séria,brincadeira passou a ser dor o que era bobeira. A caça virou caçador, em meio a soluços e desespero, virou minha toda sua dor. Agora que inverteu o jogo me diz como é, doí muito te ver com ela, sabendo que ao seu lado serei o que quiser.Venha meu amor, não queira ser dela , volte a ser meu, agora sei o quanto você sofreu. Um dia da caça, um do caçador, um dia o feitiço no outro o feiticeiro. Um dia tudo se ajeita, tomara que só um câmbio passageiro. Vem desaguar em mim, e me afogue nesse mar, venha matar toda a sede que tenho, de ser tua, e claramente te amar.

a rima do amor.

"Porque está tudo tão confuso?
Talvez eu só tenha perdido a cabeça"

Agora sei como é morrer por dentro, sei como é amar. Sinto uma percussão tocando em mim cada vez que te vejo, sinto um maremoto se formar em mim, quando é outra quem ganha seus beijos. Você é capaz de entender? É simples amar-te pra mim é o mesmo que sofrer. Eu me mato, tú me matas... E nessa louca conjugação vai restando eu, o verbo sofrer e a solidão. Eu pensei que você estaria ali dessa vez, eu pensei que você tivesse mudado, talvez. É só uma noite fria dessas em que eu volto pra casa sozinha, é só uma noite escura que em que ao meu lado você não caminha. Você não está me esperando ? Não, não está, aqui dentro de mim há uma voz gritando, chorando, cansando. Sou sua, pra sempre basta dizer vem. Sou sua pra sempre, somente sua refém. Amar é isso ? Pedir prisão enquanto o outro pede liberdade? Amar é isso, um sorri outro sofre, em perfeita desigualdade. Amar é isso ? Não sei nada do amor, só sei de rimas, poesias, canção e cor. Não sei do amor, mas sei das rimas onde quase sempre amor acompanha a dor.



todas caixas se desfazem , exceto uma.

" Guarde o que foi bom, e jogue fora o que restou"


 E quando o tempo passa, a saudade aperta, eu abro minha caixa pra lembrar. Quando o brilho do olhar me encanta, o beijo me consome, e o sorriso me desfaz eu abro minha caixa para amar. Quando o momento é bom, eo relogio tic-taca sem parar, o tempo parece voar abro minha caixa para eternizar.Quando tudo parece perdido,  o tempo é bandido, faço novos amigos, abro minha caixa para guardar. Nessa caixa, pequena, de aparencia delgada, quase desfeita, muito costurada, remendada, muito cheia embora ainda vazia, muito gélida embora tão quente, tão certa, embora inconsequente.Guardo minhas lembranças, meus amigos de infância  e a  época de criança, nela eu guardo meus dias, minhas canções, fotografias, guardo quem conheci e que marcou, guardo quem se foi, e quem felizmente ficou, guardo as marcas, as memórias, guardo todo dia, toda a história, gosto dos risos que guardei, mas também guardo as lagrimas que derramei, guardo o cheiro da chuva no quintal,  guardo os sonhos e os desejos, guardo amores, guardo esperança, guardo fogo, a caixa é a minha herança. Levo nela parte de mim,ou que me constrói por um todo, o que eu sou  enfim. Essa caixa embora tão pequena,cabe tudo que valeu a pena. Tu tens também uma, e sei,  não esta vazia. Minha caixa, é imensa é do tamanho da alma, não, é maior ainda, é a própria alma, posso aperta-la se quiser para que não se assuste, posso fingir que está lotada, mas espaço sempre tem, embora o tempo mude. A caixa é infinita, a caixa é o coração, não tem tempo de validade, e dura enquanto eu durar, mas as coisas da caixa de certa forma, pra sempre vão ficar.

tainá oliveira.

P.S : estou pensando em criar uma nova seção no blog, para compartilhar algumas coisas que amo,músicas, resenhas de filmes e livros, etc, o que acham ? Sua opinião é importante! beeijos;*

o amor que calei

"amar é sangrar pra dentro, você não vê,
mas pode se acabar em um segundo"
Ela tinha medo, ela o amava, mantinha seu amor em segredo, e ele a desprezava. Prestes a explodir, ela tinha que olhar e sorrir, mesmo com todo amor que no peito não mais cabia,  quando eles a olhavam ela sorria. O amava , o idolatrava, sentia sua presença, ela o respirava. Só queria que ele não a tratasse como amiga, só queria que ele não perguntasse por ela, só queria tudo isso sem causar intrigas, sem cenas de novela. Ele jamais soube o quanto ela o amou, ele jamais soube o quanto sua escolhida o zombou. Ela o amava, ela o amou mais do que tudo, ela só queria uma chance, só queria poder falar, mas ela tinha medo. Onde ela está agora? Bem ela está sofrendo, e gritando seu amor, em algum lugar perdida dentro de mim, sei que ela não pode mais suportar essa dor. Ela já não sorri mais, ela já não dança, ela não tem mais paz, e tampouco lhe resta esperança. Ela sou eu, que agora estou sangrando o meu amor, e ao escrever em terceira pessoa tenho a ilusão de diminuir minha dor. Sei bem que não és a mais bela história para se ouvir, mas é a verdade mais cruel, e esse amor que eu senti...

tainá oliveira.


P.S: amados, podem mesmo me add no msn, pra trocarmos cartas, fiquem a vontade viu ? 

metade de mim, pertence a você.

"Ando por ai, querendo te encontrar,
em cada esquina paro em cada olhar"
Ando por ai,ando sem fim, ando por lá, estou vagando pelas ruas, indo à "qualquer lugar". Passei infinitas vezes pela mesma estrada, busco direção mas sempre encontro o "nada". Eu que sempre soube onde ir, eu que sempre soube o que fazer, no que investir, me encontro sozinha, me encontro cansada, me encontro perdida. Aliás eu nem me encontro, fui vencida. Me perdi de mim, e não me acho, sem rumo é tão ruim ,não há lugar onde me encaixo. Sinto que falta alguma coisa, sinto que estou vazia. Acho que com você minh'alma mais valia, com você por perto, me cercava também a alegria.Não posso ser completa sem você comigo, não posso me sentir inteira sem ter você como abrigo. Agora sei quando me perdi, me perdi quando você partiu, e o que procuro? Procuro o meu eu, que de você ainda não saiu.

tainá oliveira.

daquela tarde melancólica.

"sem você meu rádio fica mudo, minha tv fica sem cor,
meu violão fica sem som. sem você meu corpo não

 reflete mais ao espelho minha casa cai, 
sem você eu perco o chão."

Hoje não passou nem um programa bom na TV, não havia filmes interessantes na locadora, e nenhum livro que me encantasse na biblioteca, hoje as cortinas não foram abertas, a cama não me acolheu, o sono não apareceu. Nada. Nem mesmo uma soneca. A comida foi indiferente, os passarinhos não cantaram, e eu não tive nenhum poema em mente.O computador não foi ligado, o telefone não tocou, a vizinha não ralhou, e o celular estava desligado.As guloseimas não estavam convidativas, o carro não saiu da garagem,na câmera não tinha nenhuma imagem, as roupas de festa não foram vestidas. O cachorro não latiu, nenhuma estação foi equalizada, nem uma música foi tocada, e ninguém surgiu. Hoje os sinos não tocaram, as risadas foram esquecidas, não ouve palavras ouvidas, e as pernas não dançaram. O violão não foi tocado, meus lábios não foram beijados, e o carteiro não deixou correspondências. Tudo estava ausente, e só havia uma evidência.  que toda essa melancolia se deve ao fato do seu sumiço. Da sua ausência.

tainá oliveira.

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"você descobre que está apaixonado, 
quando ao olhar pra alguém
   borboletas fazem festa em você"


ELE: olha, que lindo, uma borboleta.
ELA: não gosto de borboletas
ELE: aé? porque? são tão lindas - rindo
ELA: são desagradáveis, me incomodam, e pesam muito - disse corando
ELE : e desde quando borboletas são pesadas? são tão leves.. - assustado, mas rindo
ELA: não sei, mas toda vez que estou com você me sinto pesada...
ELE: hã? -rindo
ELA: ...pois parece que há milhões de borboletas no meu estômago. isso incomoda, já que  você não percebe.


tainá oliveira.

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" não sabes o que é um beijo? posso te dar um se quiser"


- Já ouviu falar em amor ?
- Não. nunca.
- Se quiser posso te contar sobre ele. O amor não é um personagem embora protagonize quase todos filmes, novelas, também não é melodia, porém aparece em quase todas as músicas, não é um prato mas todos querem a receita.
- Poxa, o que é  o amor então?
- O amor? Bem o amor, é uma estrela, que ilumina as noites, não, não melhor é um cometa, que chega trazendo luz, é uma flor que indica o começo da primavera, é ar que te mantém vivo, é água que embeleza a fonte, é Romeu e Julieta eternamente juntos na essência da alma, é sol que aquece o corpo, é sonho, é anjo com o qual se deita, é tudo, é nada, é intermédio, é extremos.Sei  muito sobre o amor.
- Não o entendo ainda, é tudo e é nada, não não é possível, se sabes tanto sobre o amor, porque tú não me explicas?
- É possível sim, no amor tudo se torna possível, não explico porque de onde eu venho, o amor é sentimento e não teoria.


tainá oliveira.

ao te ver (denovo)

"mas toda vez que eu procuro uma saída, acabo
entrando sem querer na sua vida "

meu coração se machucou ao te ver e não mais te ter, te olhar de longe, seu sorriso, sua voz, seu jeito me fez lembrar de quando olhávamos o mesmo horizonte, você se divertiu bastante aquela noite com seus amigos, e eu também me diverti, porém não parava de querer ter você aqui comigo. O som da música, e as luzes do salão, definitivamente não batiam de acordo com meu coração. Você passou por mim eu apenas sorri e foi ai que eu não sei o que senti, tive saudades de tudo o que não vivi, e quis não te deixar ir. Eu sei entre nós não há mais nada, mas ainda assim estaremos sempre na mesma estrada, quem sabe seja o tal destino que você tanto falava,quem sabe seja apenas o acaso no qual eu acreditava. Quase no fim da festa, você se dirige até  mim e me abraça como no passado, seu perfume exala e me entorpece, e parece que o meu " eu não te amo " fica revirado, você sussurra coisas em meu ouvido, eu me desmancho e a música vira um baixo ruido.Talvez nem seja assim tão complicado, e cada vez mais fica mais difícil disfarçar, mas sabemos que continuamos a nos amar, e as lembranças do passado cada vez mais no presente vão estar.




tainá oliveira.

quase ao fim

E eu sempre me pergunto ao lembrar de tempos atrás: O que há entre agente? Já foi mesmo amor, tudo isso que agora se desfaz? Me lembro de tardes perfeitas ao lado seu, abraços e carinhos, que meu corpo jamais esqueceu, foi tudo tão lindo, perfeito, verdadeira paixão que com o tempo se enfraqueceu. Não me abriga mais em teus braços, nem me calas com um beijo, entre nós dois está crescendo um espaço, talvez maior até do que já foi nosso desejo.Se seus olhos já não brilham mais, ao olhar pra mim, suas mãos não tremem ao me ver, será que isso indica o fim ? Eu não sei, perdi a noção das coisas quando te conheci ,fiquei feliz,encantada com seu jeito, e mesmo sabendo que pode estar acabando, saiba sempre, seu olhar ao me encontrar. Sim, em mim ainda causa um grande efeito 


tainá oliveira

amor de verão

"Um amor de verão assim,não se esquece...
emoção que nunca vai ter fim "

Num  fim de tarde com um sorriso e um olhar, sem intenções nem interesses, foi assim que fez meu coração parar,você que por ali passava todo dia me diz oi, não sei que sensação senti, mas no mesmo momento toda tristeza se foi e deu lugar a uma alegria, te olhei como quem admira o mar e nessa hora vi que eram esses olhos que queria pra sempre olhar. Poucas palavras conseguimos dizer, não lembro o assunto,nem o tempo, mas você ainda não consegui esquecer, é tão bobo, fútil e cruel, saber que me encantei por seu lindo olhar, claro,calmo, da cor do céu, e seu sorriso meigo,meio bobo, de quem não tem muito a dizer, que me despertou a vontade e ânsia de descobrir o que você insiste em esconder. Deixe-me  te ver de novo, vamos venha até aqui, pegue minha mão, não tenha medo eu quero mesmo te fazer feliz. Nem que seja apenas por mais um verão...




tainá oliveira.

vê se não vai demorar...

                                       " quando a agonia não coube mais em mim, ela
                                                   quis escapar pelos meus olhos " 


[...] já são quase meia noite, isso indica que em breve entraremos num novo dia,e no entanto eu queria alguem, na verdade no momento você é tudo oque eu queria. Lá fora o fim de noite parece estar calmo, perfeito para sair, olhar as estrelas, sentir o vento, mas isso pra mim é terrivel, é um tormento.O vento e as estrelas me lembram você, estão longe de mim, e não são visivel ao meu olhar,mas ainda posso sentir sua presença que cada vez mais intensa parece ficar.Essa sua ausência está me fazendo mal, e parece que ainda vai me levar a uma crise de loucura, por favor se não for voltar agora, só te peço que me informe sobre seus dias, e se volta alguma hora. É uma agonia saber que podes ter  partido pra não mais voltar, mas agonia maior ainda é saber que mesmo que eu não queira  continuo a te amar .


tainá oliveira.
 

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