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dezembro sobre mim!

"Vou me perdendo, buscando
em outros braços
seus abraços..." 


Dezembro é sempre igual, é uma nostalgia que devasta o peito, uma melancolia fora do normal. Eu não sei romper ciclos, e isso tem sido a única coisa que eu sei de fato. Não sei dizer tchau. A verdade é que eu guardo muita coisa. Numa caixa guardo objetos valiosos, uma ou outra pétala de rosa, um graveto, algumas pedrinhas, bilhetes e papéis amassados, esse tipo de coisa que nos garante que tal momento foi guardado. Guardo coisas demais, meu coração é grande e acaba acumulando coisas que pra muitos ficaram pra trás. Vem sendo dias difíceis, porque dizer tchau é quase inevitável. Vem sendo dias difíceis já que as feridas da saudade são quase incuráveis. Eu não sei romper ciclos, não sei amar pela metade. Se te amo, fique comigo. Fique comigo de verdade. Eu tenho essa mania de me doar, me doar sem saber o que receber. Tenho essa mania de em outras pessoas me perder. Tenho me perdido tanto, que passo horas tentando ver à quem pertenço, conclui que não sei. Pertenço à todos que não esqueço. Pude por fim, sorrir por meu coração ser assim, tão quebrado. Assim é bom, entrego uma parte dele pra cada qual, digo; Toma, é seu! Cuidado, deixe-o longe de todo mal. E assim, sigo os dias, me perdendo em sorrisos novos, e alimentando velhas saudades. Um dia tenho meu coração inteiro de volta, e ai.. bom ai vai ser só felicidade!

crônica por um qualquer.



"A gente tranca as gavetas,
mas não pode trancar o coração"

           

Ela lhe cuspiria palavras se pudesse, lhe diria as verdades e todos os demais poemas trancafiados. Mas não pode. Não pode porque como ela tanto pregava, o tempo passou. Agora as coisas não mais se encaixam, e foi apenas isso o que restou. Muito a dizer, mas não dá pra voltar atrás, muito a entender , e esse muito agora tanto faz. Todos os dias um turbilhão de pensamentos desconexos lhe invade, todos os dias uma náusea lhe aperta o peito, e esmaga a felicidade. Ela tem mesmo que se libertar, cuspir tudo o que não foi dito. Mas você teria coragem de ler tudo o que por ela foi escrito? Acho que não. Acho mesmo que nunca. Com isso ela vai levando, se arrastando, quem sabe ela encontre um porto, quem sabe ela por fim se encontre. Essas dores a consomem agora, lhe consomem tanto quanto o tempo que te levou embora. As frases não se encaixam, e isso mais parece uma velha crônica contada por um qualquer. Mas que seja as crônicas, que seja o que vier. Só um turbilhão de frases desconexas, que não fazem um sentido qualquer. Mas saiba, que ela sente muito, sente tanto que dói fisicamente. Sente com tudo, com a alma, com o coração, com a mente! Ela cuspiria palavras nesse espaço por fazer, ela escreveria a alma se soubesse que você iria ler. Te falta coragem. Te falta tudo. Mas esse texto como tantos outros desconexos, terminará trancafiado numa gaveta esquecida. Ela terminará trancada, trancada em si, trancada em sua própria vida. 


Amados, eu estou com um problema séeeeerio com o layout do meu blog, porque se vocês viram, não aparece a barra pra seguir meu blog, se alguém puder me ajudar,  ou quiser saber mais sobre o ocorrido e me ajudar com esse baita problemão, aqui vai o meu e-mail taina.oliveiraa@hotmail.com! Beijos.

ao te ver (denovo)

"mas toda vez que eu procuro uma saída, acabo
entrando sem querer na sua vida "

meu coração se machucou ao te ver e não mais te ter, te olhar de longe, seu sorriso, sua voz, seu jeito me fez lembrar de quando olhávamos o mesmo horizonte, você se divertiu bastante aquela noite com seus amigos, e eu também me diverti, porém não parava de querer ter você aqui comigo. O som da música, e as luzes do salão, definitivamente não batiam de acordo com meu coração. Você passou por mim eu apenas sorri e foi ai que eu não sei o que senti, tive saudades de tudo o que não vivi, e quis não te deixar ir. Eu sei entre nós não há mais nada, mas ainda assim estaremos sempre na mesma estrada, quem sabe seja o tal destino que você tanto falava,quem sabe seja apenas o acaso no qual eu acreditava. Quase no fim da festa, você se dirige até  mim e me abraça como no passado, seu perfume exala e me entorpece, e parece que o meu " eu não te amo " fica revirado, você sussurra coisas em meu ouvido, eu me desmancho e a música vira um baixo ruido.Talvez nem seja assim tão complicado, e cada vez mais fica mais difícil disfarçar, mas sabemos que continuamos a nos amar, e as lembranças do passado cada vez mais no presente vão estar.




tainá oliveira.
 

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