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crônica por um qualquer.



"A gente tranca as gavetas,
mas não pode trancar o coração"

           

Ela lhe cuspiria palavras se pudesse, lhe diria as verdades e todos os demais poemas trancafiados. Mas não pode. Não pode porque como ela tanto pregava, o tempo passou. Agora as coisas não mais se encaixam, e foi apenas isso o que restou. Muito a dizer, mas não dá pra voltar atrás, muito a entender , e esse muito agora tanto faz. Todos os dias um turbilhão de pensamentos desconexos lhe invade, todos os dias uma náusea lhe aperta o peito, e esmaga a felicidade. Ela tem mesmo que se libertar, cuspir tudo o que não foi dito. Mas você teria coragem de ler tudo o que por ela foi escrito? Acho que não. Acho mesmo que nunca. Com isso ela vai levando, se arrastando, quem sabe ela encontre um porto, quem sabe ela por fim se encontre. Essas dores a consomem agora, lhe consomem tanto quanto o tempo que te levou embora. As frases não se encaixam, e isso mais parece uma velha crônica contada por um qualquer. Mas que seja as crônicas, que seja o que vier. Só um turbilhão de frases desconexas, que não fazem um sentido qualquer. Mas saiba, que ela sente muito, sente tanto que dói fisicamente. Sente com tudo, com a alma, com o coração, com a mente! Ela cuspiria palavras nesse espaço por fazer, ela escreveria a alma se soubesse que você iria ler. Te falta coragem. Te falta tudo. Mas esse texto como tantos outros desconexos, terminará trancafiado numa gaveta esquecida. Ela terminará trancada, trancada em si, trancada em sua própria vida. 


Amados, eu estou com um problema séeeeerio com o layout do meu blog, porque se vocês viram, não aparece a barra pra seguir meu blog, se alguém puder me ajudar,  ou quiser saber mais sobre o ocorrido e me ajudar com esse baita problemão, aqui vai o meu e-mail taina.oliveiraa@hotmail.com! Beijos.

metade de mim, pertence a você.

"Ando por ai, querendo te encontrar,
em cada esquina paro em cada olhar"
Ando por ai,ando sem fim, ando por lá, estou vagando pelas ruas, indo à "qualquer lugar". Passei infinitas vezes pela mesma estrada, busco direção mas sempre encontro o "nada". Eu que sempre soube onde ir, eu que sempre soube o que fazer, no que investir, me encontro sozinha, me encontro cansada, me encontro perdida. Aliás eu nem me encontro, fui vencida. Me perdi de mim, e não me acho, sem rumo é tão ruim ,não há lugar onde me encaixo. Sinto que falta alguma coisa, sinto que estou vazia. Acho que com você minh'alma mais valia, com você por perto, me cercava também a alegria.Não posso ser completa sem você comigo, não posso me sentir inteira sem ter você como abrigo. Agora sei quando me perdi, me perdi quando você partiu, e o que procuro? Procuro o meu eu, que de você ainda não saiu.

tainá oliveira.
 

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